E então que já se passaram séculos desde a última entrada. Se foi por falta de tentativas? Duvido.
...
Vou te contar do sonho dessa noite. Não precisa ouvir, mas senta.
[E eu te olho enfurecida, como quem acredita na força do olhar.] - Tudo bem, hoje estou serena.
Foi uma noite de recursos. Se tinha pedra, o chão abria. Se tinha dor, a ferida fechava. Se tinha perigo, o céu se abria e todas as possibilidades apareciam como quem sequer sonha, só questiona. E seguia assim, no impulso que movia a mim, que corpo não tinha, mas sistemas. Sistemas de reação não só àquilo que se mostrava na roupagem do externo, mas também àquela força - não vou dizer interna, subjetiva - mas àquela. Porque até agora não consigo compreender que fatores me as levaram entender.
[E o que me importa?] - E você sentiu...
Não. Não é sentir. Longe disso. É captação. Um minuto, vou pegar uma coisa.
[Quanto mais respiro, mais sufoco. Não é fugir que liberta, mas mentir assim também não dá. Vai, raciocina. A resposta está aí, aqui. Está tudo tão oco aqui, parece até que posso ouvir minha voz.] - ...
E aí que apreendi sem sentido. Peguei três porções, juntei numa caldeira, mergulhei e saí intacta. A pedra que caiu brilhava, mas entendo que de preciosa nada tinha, já que em sonho meu tudo dá certo e, como disse..
[Mas cadê?? Como se ausenta assim prometendo e volta só falando? É assim que funciona - na base das expectativas frustradas?] - Ué, não ia trazer?
Mas o que? Peguei pra mim. A ti não interessa. Só o que te resta é me ouvir, mesmo que eu esteja indisposta a dizer.
[...] Então é assim? A cada passo que dá dois meus têm que seguir sem questionamento? Então calcula e promete o indesejo a fim de só conseguir um olhar de bem vinda? E que a prostração do sujeito que se derrama em não sentidos e frases entrecortadas de fingimento do entender seja finalmente escancarada?
Pois bem. Agora sim. Finalmente um falar sem hesitar.
[Ainda bem] - que eu te amo.
sábado, 17 de setembro de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
What's the matter with you, rock?
Acho mesmo que acabou a paz. E não é de hoje - muito menos por hoje. Chegou num ponto em que o momento é de assumir, não mais reprimir. Não é de fala aberta ou olhar impassível, mas de peito e corpo. Em pedaços não multiplicáveis - porque já existe muita soma - que devem se organizar em métodos novos de arranjos. É um momento de recolocar os pontos sem o receio da emoção.
Mas é impossível não racionalizar o amor. Não de tese, método e conclusão. Não é assim. É uma razão organizacional que, infelizmente ou não, burocratiza o processo.
É então que chego num ponto: existem os momentos da poesia, do prazer na dor e do olhar sem enxergar, ouvir sem escutar, falar sem conversar. E são momentos que estão no limite dos pólos de organização. Sim, porque nesse momento só o que constam de pastas arquivais são "positivos" e "negativos". Não que sejam bons ou maus. São apenas pontos.
Mas é que no meio desse processo, quando tudo parece bem, surgem dúvidas sobre onde colocar o que. Aí me pego sentada em frente a duas pastas imensas e entulhadas e mais uma porção de sentimento pra guardar. Sento neles, desempilho num movimento mais brusco de corpo inquieto de quem não enxerga o esperado fim e, de preguiça, adormeço.
Acordo e está tudo amassado. Alguns rasgaram.
- Tudo bem, não gosto mesmo de arrumar nada.
Mas é então que volto pro começo: paz acabou. E não é mesmo de hoje. E, se não é de arranjos, de que será?
Estou jogando fora, já que organizar não me serve mais.
Mas então que vejo: guardo a caixa para rascunhos. E, apesar de nem sempre estarem os sentidos em branco, nem amassados nem rasgados eles estão. É o lixo de coleta seletiva.
Já não tem mais como recomeçar. desespero.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Só no meu olhar
"Não é preciso dizer, deves compreender e até mesmo notar".
Acho que encontrei a síntese. Logo depois de ter achado a verdade - pelo menos a momentânea - acredito mesmo que finalmente encontrei. Pode ser que a fuga continuada das paráfrases tenha desvirtuado um caminho - que não digo longo nem árduo - procurado. Não é de dores, porque não havia consciência. Nem de ânsias, porque sequer havia desejo. Só um caminho.
Acho que de novo enviei uma mensagem ao coração. Não dessas dramáticas que se perdem em mil sentidos e se acham em dúvidas, mas das pausadas, sóbrias e finalmente felizes. Não é mascarada, muito menos implosiva. Foi de encontro gritado.
Finalmente me deparei em reflexo. Ou do flexo real. Nada mais canceriano que o momento.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
aos Amigos
Não adianta. Se o tempo é de sol, nenhuma nuvem vai encobrir os raios. Existe soma, brilho, luz. E existe cor. Uma nuvem traz a chuva, mas no dia Sol traz o céu laranja com roxo. Existe vida. E é pra ser vivida.
Até porque alegria mesmo só é feita de segundos somados.
E esse tempo é precioso, uma vez que é quando se pode, sem medo, ouvir, falar, perdoar, crescer, contar, acrescentar, amar. E sim, o tempo gradua os sentidos e gera a ordem das relações. Mas é isso mesmo que se quer num dia de sol.
Até porque nada é seguro, mas não é preciso ter medo de viver, sonhar, sorrir. Sem contar que todo dia é dia de amigo.
Pelo menos daqueles que aceitam e agradecem. Mesmo que em silêncio.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Two in one for a moment
I am what I am not. Treating me as a huge hole you are going to get an ample affection. Treating me as a shallow mind all you are going to get is one simple smile. On a first moment it does not look so bad but giving simplicity everything I want to you from me is simpleton. But take it easy: as I said nothing is what a thing is. Just like a reverse. Maybe mirror, maybe opposite polos.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Sometimes we can be like dust blowing over and covering small parts of big objects. But how many aims should we want to reach? The answer can come with a lack of reason and once again be seemed as dullness. Just for a moment. Again you are going not to see how deep you can dig just to tell my burrow is close. It is closed actually.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Outra vez mais eu queria escrever sobre sentidos que só eu sei, ou acho que sei. E ler com voz de quem sabe o que diz e sente o que se quer que sinta. De verdade, quero ser atriz. Não que já quisesse há dois minutos, há três anos ou uma década. Não. Mas é dessas coisas rápidas que passam pela cabeça - assim como a história da criação, o sentido da vida, a busca da felicidade, o encontro do amor, a beleza da morte, a sorrides de um sorriso, a verdade de um olhar, a agressividade de um balançar de mãos. É coisa que passa, mas de pouco fica.
Assim como ficam as ideias de querer mundo, de querer vida, de querer paz, de querer justiça. É coisa que passa, mas fica. Confesso que há tempos não consigo ler jornal. Pode ser preguiça, ou só desilusão. Todo dia tem uma morte. Pode não ser absoluta, mas é morte. ainda: morte coletiva. Numa repetição em ciclos de mortes, mortes iguais, mortes diárias, matutinas, na frente de todos os olhos. O problema é que os olhos já estão cansados, olhos de velho, que já precisam de ajuda pra ler de perto. Olhos que já perderam a lágrima e até mesmo aquele fervor de raiva. Não ficam mais vermelhos ou marejados. Esses olhos, que um dia já acreditaram ser o brilho coisa que se ganha, não que se é. E não que necessariamente a velhice seja por tempo, mas por vida. Uma falta dela. Não por tristeza, mas por desesperança. Todo dia eles leem e já começam descrentes.
Acho que tá na hora de mudar. Só um pouquinho.
This fear kills a heart
Never been reduced, never felt awkward, never seemed creepy, never tried hard, never chewed on foolishnesses, never got empty, or full. Never was real.
Always made multiples choices, always followed the right ways, always saved time and trouble, always caught all the chances. But always ran away on the right time.
Never told what should always be said. Always did what couldn't never be done. Have been reduced in multiple choices feeling awkward for follow the right ways even if seemed creepy, just to save time and trouble and don't be necessary to try hard and get all the chances looking like a fool and run away just to get full of emptiness on the right time just to pretend not to be real.
That's the point. Or the circle. Depends on distance (and what kind of).
Assinar:
Postagens (Atom)