Já chegou um momento em que não são mais os dias em progressão que contam: a distância já bateu faz tempo, rodopiou e pulou num salto que nem mais as palavras poderiam descrever.
É a hora de contar o tempo reverso e perceber que falta menos por vir do que por ir: até que enfim.
Existem presenças que estão, seriam ou passadas. A sua sempre é. Não que distâncias sejam necessárias (definitivamente não), mas que saudade doi já nasci aprendendo.
O que é de bom no nosso contemporâneo é que um oceano pode ser um rio e um ano pode ser: "Ai, que lindo!"
O mar e os morros te esperam numa aquarela que mancha a vida num tom pastel e um traçado leve, rápido e que revela toda a poesia.
Vai chegar num estalo e contando mais boas que novas - que as fotos já disseram, mesmo sem necessária conversa frequente.
Meus amigos vão e vêm.
Ainda bem.
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terça-feira, 2 de abril de 2013
quarta-feira, 25 de julho de 2012
De antemão: já é saudade
Do que mais gosto e ao mesmo tempo odeio são desses pedacinhos de memória que me enchem em turbilhão de sentimentos e desaguam no transparecer da lágrima de um até breve! com a tonelada de um até quando?.
Até aqui, tudo em breve. Todo tempo junto é raro - e por isso valioso. Cada minuto é sentido com a precisão do tempo contado, mas que vai passando com a leveza do vento e que, quando cessa, vira furacão dos que levam tudo - até gente.
E gente pesa. Pesa muito. Porque gente não é só corpo. Sequer gente é só sentimento. Gente é tudo junto: com presente, passado, futuro - e todas as flexões, reflexões, conjugações e combinações possíveis. Gente tem memória e senso crítico. Gente tem sentido - e é controverso. Gente imagina, reflete, pesquisa, se engana, acerta e duvida: só pra imaginar de novo. Gente não para em pé, porque precisa deitar - e tampouco para deitado, porque sentado não dói as costas e correndo é bom pro coração.
E o que é o coração, senão o órgão que mais pesa quando todo o sangue chega pra ser bombeado de uma só vez só, porque na verdade quer é fugir do corpo e jorrar por todo o tempo-espaço em que está submetido a pressões de saudade. É, podem dizer o quanto queiram que é o cérebro, mas o que sinto mesmo funcionando é o peito - e um poco da barriga, cheia de borboletas.
Mas aí é outra história...
Até aqui, tudo em breve. Todo tempo junto é raro - e por isso valioso. Cada minuto é sentido com a precisão do tempo contado, mas que vai passando com a leveza do vento e que, quando cessa, vira furacão dos que levam tudo - até gente.
E gente pesa. Pesa muito. Porque gente não é só corpo. Sequer gente é só sentimento. Gente é tudo junto: com presente, passado, futuro - e todas as flexões, reflexões, conjugações e combinações possíveis. Gente tem memória e senso crítico. Gente tem sentido - e é controverso. Gente imagina, reflete, pesquisa, se engana, acerta e duvida: só pra imaginar de novo. Gente não para em pé, porque precisa deitar - e tampouco para deitado, porque sentado não dói as costas e correndo é bom pro coração.
E o que é o coração, senão o órgão que mais pesa quando todo o sangue chega pra ser bombeado de uma só vez só, porque na verdade quer é fugir do corpo e jorrar por todo o tempo-espaço em que está submetido a pressões de saudade. É, podem dizer o quanto queiram que é o cérebro, mas o que sinto mesmo funcionando é o peito - e um poco da barriga, cheia de borboletas.
Mas aí é outra história...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
aos Amigos
Não adianta. Se o tempo é de sol, nenhuma nuvem vai encobrir os raios. Existe soma, brilho, luz. E existe cor. Uma nuvem traz a chuva, mas no dia Sol traz o céu laranja com roxo. Existe vida. E é pra ser vivida.
Até porque alegria mesmo só é feita de segundos somados.
E esse tempo é precioso, uma vez que é quando se pode, sem medo, ouvir, falar, perdoar, crescer, contar, acrescentar, amar. E sim, o tempo gradua os sentidos e gera a ordem das relações. Mas é isso mesmo que se quer num dia de sol.
Até porque nada é seguro, mas não é preciso ter medo de viver, sonhar, sorrir. Sem contar que todo dia é dia de amigo.
Pelo menos daqueles que aceitam e agradecem. Mesmo que em silêncio.
domingo, 25 de julho de 2010
Não, não foi tranquilo.
Já tentei encarar, mas não é possível: "cérebro maquina, palavras, sentidos, corações". Isso é a verdade. E nada de tentar encarar as outras perspectivas: me peguei encontrando significado em qualquer letra que tenha no sentido um pouco de pesar. E é exatamente dessas conclusões de razão confusa em função de trabalho constante de impulsos.
E o pior: impulsos estimulados por fatos vários. Vários, reais, confusos e aleatórios. De um modo tão sutil que gera culpa. Daquelas culpas que nem se sabe de onde vem ou se vão. De pedir perdão pelo que não fez e até pelo que faria. De impulso impiedoso dos que geram a paralisia.
É então que entendo que o mais estranho de uma dor é o esforço tremendo que se tem em não mostrá-la. E esconder assim não é por medo do sofrimento moral, mas das circunstâncias que um mostrar-se demais poderia gerar. Não que também sejam todas ruins, no entanto boas pra um peito cheio de orgulho certamente não são.
Aí que chego no ponto da vaidade. Essa é minha: é verdade que não chego a criar mentiras externas, mas confesso a existência de auto enganos. Desses que, se externados, passariam despercebidos e mesmo encarados como realidade absoluta. O que geraria medo, confusão, distúrbio, delírio. E aí a volta da máscara do medo. E a transgressão de uma vaidade máxima, dessas a que se olha até com certa pena.
E de novo grita em queixa. E de novo dorme inquieta. E de novo nem um olhar de apavora mete. E de novo me sinto besta. Sem querer o sentido da auto destrutiva, por favor.
segunda-feira, 29 de março de 2010
To a strawberry popcorn, with love.
I just don't wanna hear you saying: I feel no pain.
I just don't wanna see you praying: Such a child!
I just don't wanna feel you forsaking: No love anymore.
I just don't wanna meet you weeping: Back to the begining.
Just fly off. Burst - since you are a corn. Popcorn.
And anytime, as you need, hold my hand. I show you painted ponies and ice cream castles - if it makes you smile. And if not, fancy a pint to get it better!
Anywhere, anywhen - i let you jump on my shoulders to see the pageant better than me for a moment. Just to make me happy being happy.
I just don't wanna see you praying: Such a child!
I just don't wanna feel you forsaking: No love anymore.
I just don't wanna meet you weeping: Back to the begining.
Just fly off. Burst - since you are a corn. Popcorn.
And anytime, as you need, hold my hand. I show you painted ponies and ice cream castles - if it makes you smile. And if not, fancy a pint to get it better!
Anywhere, anywhen - i let you jump on my shoulders to see the pageant better than me for a moment. Just to make me happy being happy.
sábado, 28 de novembro de 2009
The world isn't mine
"Eu Não Sou da Sua Rua
Marisa Monte
Eu não sou da sua rua,
Não sou o seu vizinho.
Eu moro muito longe, sozinho.
Estou aqui de passagem.
Eu não sou da sua rua,
Eu não falo a sua língua,
Minha vida é diferente da sua.
Estou aqui de passagem.
Esse mundo não é
Meu, esse mundo não é seu"
Já não sabe mais se acredita na pequenez do mundo ou entende logo de uma vez que tudo passa. Se ouve a música dez vezes ou corta logo todos os fios que mantém o contato breve forte.
Tentou não se importar. Rasgou os lenços, apagou os riscos, emudeceu-se. Correu no sentido oposto o máximo que pôde. Mas, no fim, percebeu que máximo é ainda pouco. É preciso tornar-se sã. E salva.
Uma vida vazia de pensamentos vãos é o que quer. Mas cada passo que dá em direção ao lado oeste, o leste suga em mais uma das pequenas e quase imperceptíveis demonstrações de afeto. Então retorna.
Estaca zero. Como se tudo fosse ontem.
Origina novas formas de pensar o já pensado, novos sonhos de sonhar o já sonhado e novas perspectivas de olhar o já olhado. É,em princípio, proveitoso. Mas gasta horas, dias, semanas. Gasta assim na espera do olhar - que de olhar verdadeiro é provável que nunca mais venha. E, no fim, contenta-se com meia palavra.
Assim, no sorriso, na expressão que alivia, no corpo que assenta. Vem então a memória do futuro: estarei de passagem. A diferença será que, enfim, acreditarei: esse mundo é meu.
Quanta bobagem.
Marisa Monte
Eu não sou da sua rua,
Não sou o seu vizinho.
Eu moro muito longe, sozinho.
Estou aqui de passagem.
Eu não sou da sua rua,
Eu não falo a sua língua,
Minha vida é diferente da sua.
Estou aqui de passagem.
Esse mundo não é
Meu, esse mundo não é seu"
Já não sabe mais se acredita na pequenez do mundo ou entende logo de uma vez que tudo passa. Se ouve a música dez vezes ou corta logo todos os fios que mantém o contato breve forte.
Tentou não se importar. Rasgou os lenços, apagou os riscos, emudeceu-se. Correu no sentido oposto o máximo que pôde. Mas, no fim, percebeu que máximo é ainda pouco. É preciso tornar-se sã. E salva.
Uma vida vazia de pensamentos vãos é o que quer. Mas cada passo que dá em direção ao lado oeste, o leste suga em mais uma das pequenas e quase imperceptíveis demonstrações de afeto. Então retorna.
Estaca zero. Como se tudo fosse ontem.
Origina novas formas de pensar o já pensado, novos sonhos de sonhar o já sonhado e novas perspectivas de olhar o já olhado. É,em princípio, proveitoso. Mas gasta horas, dias, semanas. Gasta assim na espera do olhar - que de olhar verdadeiro é provável que nunca mais venha. E, no fim, contenta-se com meia palavra.
Assim, no sorriso, na expressão que alivia, no corpo que assenta. Vem então a memória do futuro: estarei de passagem. A diferença será que, enfim, acreditarei: esse mundo é meu.
Quanta bobagem.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
A um Amigo.
Porque já pensei demais antes de fazer. E foi assim um pensar de medo do conhecido - É, porque desagradar o conhecido é muito mais fácil do que perceber o desgosto mascarado pela boa educação do desconhecido.
Mas, liberta.
Já se foram quase três tempos.
Tudo bem que, do lado de cá, parece eterno. Engraçado que esse tempo, se contado em distância pouca, era quase nada.
Não que não valesse a pena a presença - que, por sinal, grande presença - mas é que a gente nunca sabe que falta a distância pode fazer sentir.
Não que seja só a distância - porque, desse modo, seria fácil o subterfúgio da amizade.
Não, não é. E a dificuldade de expressar é representante disso: do não saber explicar de onde isso tudo vem.
Vi suas fotos hoje. Tinha um olhar distante, mas feliz. De corpo, parecia bem. Uma beleza que, se vista há uns tempos, seria desapercebida.
De verdade me fez bem.
Lembrei dos tempos em que sonhávamos em cada pedaço de imagem - daquelas de vinte e quatro quadros por segundo mesmo - e queríamos que tudo aquilo ali pudesse ser realidade. Mas depois, num súbito de consciência, entendíamos que tudo parecia mesmo fantasia.
E gostávamos. E gostamos.
Não sei o que espero daquilo que vem, mas sei que é ainda mais vida do que foi. E olha que realmente foi.
E que saiba que me inspirou assim. Desde o início.
Mas, liberta.
Já se foram quase três tempos.
Tudo bem que, do lado de cá, parece eterno. Engraçado que esse tempo, se contado em distância pouca, era quase nada.
Não que não valesse a pena a presença - que, por sinal, grande presença - mas é que a gente nunca sabe que falta a distância pode fazer sentir.
Não que seja só a distância - porque, desse modo, seria fácil o subterfúgio da amizade.
Não, não é. E a dificuldade de expressar é representante disso: do não saber explicar de onde isso tudo vem.
Vi suas fotos hoje. Tinha um olhar distante, mas feliz. De corpo, parecia bem. Uma beleza que, se vista há uns tempos, seria desapercebida.
De verdade me fez bem.
Lembrei dos tempos em que sonhávamos em cada pedaço de imagem - daquelas de vinte e quatro quadros por segundo mesmo - e queríamos que tudo aquilo ali pudesse ser realidade. Mas depois, num súbito de consciência, entendíamos que tudo parecia mesmo fantasia.
E gostávamos. E gostamos.
Não sei o que espero daquilo que vem, mas sei que é ainda mais vida do que foi. E olha que realmente foi.
E que saiba que me inspirou assim. Desde o início.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Se me permite dizer: te amo.
Ontem, em meio às águas sujas da nostalgia, três minutos e meio me permitiram dizer que sim. E foi um sim sincero, daqueles que, se há alguns anos atrás, teriam sido dados com uma certa relutância - é que no passado as negativas sempre foram mais sinceras.
Ontem, em meio aos passos fundos do pessimismo, uma lágrima de ternura me permitiu dizer que sim. E foi um sim desses que surpreendem, te jogam na cama e fazem rir. E foi um riso mais que sincero, daqueles de criança brincando no balanço. Surpreendeu. Isso porque, desse modo, há tempos não via (mesmo que para dentro).
Ontem, em meio à febre de quase quarenta graus, o sentido de delírio foi mais que real. Foi do tipo de delírio sincero - e, se não existe assim, foi a sinceridade inédita do delírio - e que me permitiu dizer que sim. Um delírio desses em que a cor é aspecto importante, mas a profundidade cria abismo para ser pulado. E, se é assim, te permite asas grandes e rubras , que é pra ser admirada.
Ontem, num dia quase hoje, eu voltei com a vontade de dizer que sim. E que foi uma vontade junto com a agulhada no peito - se me permite dizer saudade - que me disse que eu poderia te falar: AMO.
É que há tempos que já falo, mas ontem veio com a impossibilidade de te ver.
Ontem, em meio aos passos fundos do pessimismo, uma lágrima de ternura me permitiu dizer que sim. E foi um sim desses que surpreendem, te jogam na cama e fazem rir. E foi um riso mais que sincero, daqueles de criança brincando no balanço. Surpreendeu. Isso porque, desse modo, há tempos não via (mesmo que para dentro).
Ontem, em meio à febre de quase quarenta graus, o sentido de delírio foi mais que real. Foi do tipo de delírio sincero - e, se não existe assim, foi a sinceridade inédita do delírio - e que me permitiu dizer que sim. Um delírio desses em que a cor é aspecto importante, mas a profundidade cria abismo para ser pulado. E, se é assim, te permite asas grandes e rubras , que é pra ser admirada.
Ontem, num dia quase hoje, eu voltei com a vontade de dizer que sim. E que foi uma vontade junto com a agulhada no peito - se me permite dizer saudade - que me disse que eu poderia te falar: AMO.
É que há tempos que já falo, mas ontem veio com a impossibilidade de te ver.
segunda-feira, 10 de março de 2008
It ain't me, babe.
Não foi esforço em se falsificar - e eu não vejo nada de errado nisso.
Não foi vontade de se mostrar maior que ninguém - e eu não veria por que discordar.
Não foi show - eu diria espetáculo.
A vontade dele foi que o assistissem e, no fundo, tive que concordar que sempre deveria ser assim. Por mais que a gente goste e queira ser igual, não há por que achar feio o inédito.
Sim, foi rouco. Sim, os anos pesam. Sim, o sopro cansa. Sim, a gaita toca. Sim, a melodia muda. Sim, os olhares fogem. Sim, foi lindo - por mais que discordem.
Apesar dele dizer que não, estava lá. Em terno, sapato e teclado. Esguio, sério e brilhante. Não pelo palco, mas por si só. Por sua poesia - que encantou, encanta e ancantará muitos - e por sua verdade.
Não precisou de obrigado falso - quem agradece é o público.
Não precisou dançar na melodia cansada - a nova foi maior.
Não precisou pedir por mais - o que houve alegrou em sinergia.
E, se o que alguém esperava não era isso, concorde com ele mesmo: "It ain't me you're lookin' for, babe."
BOB DYLAN - It Ain't Me Babe
Não foi vontade de se mostrar maior que ninguém - e eu não veria por que discordar.
Não foi show - eu diria espetáculo.
A vontade dele foi que o assistissem e, no fundo, tive que concordar que sempre deveria ser assim. Por mais que a gente goste e queira ser igual, não há por que achar feio o inédito.
Sim, foi rouco. Sim, os anos pesam. Sim, o sopro cansa. Sim, a gaita toca. Sim, a melodia muda. Sim, os olhares fogem. Sim, foi lindo - por mais que discordem.
Apesar dele dizer que não, estava lá. Em terno, sapato e teclado. Esguio, sério e brilhante. Não pelo palco, mas por si só. Por sua poesia - que encantou, encanta e ancantará muitos - e por sua verdade.
Não precisou de obrigado falso - quem agradece é o público.
Não precisou dançar na melodia cansada - a nova foi maior.
Não precisou pedir por mais - o que houve alegrou em sinergia.
E, se o que alguém esperava não era isso, concorde com ele mesmo: "It ain't me you're lookin' for, babe."
BOB DYLAN - It Ain't Me Babe
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